Entrada KITESURF
KITESURFING FORÇA 5


•    Implementar a prática regular de kitesurfing na R.A. Madeira
•    Curso de iniciação ao kitesurfing para os sócios do Força-5
•    Certificação de instrutores pela I.K.O.
•    Certificação pela I.K.O. de uma escola kitesurfing, no âmbito do clube Força-5

O que é o Kitesurfing:

    O kitesurf é um desporto aquático de tracção. Uma asa de grandes dimensões (papagaio) reboca sobre a água, um atleta em cima de uma prancha, com a força do vento. As manobras que se podem realizar no ar e sobre a água dependem apenas da imaginação dos atletas. Este desporto combina vários desportos como o Windsurf, Skate, Surf, Snowboard e Wakeboard.


Kitesurfing num contexto histórico:

    Kite é a tradução do Inglês para “Papagaio de vento” e foi inventado na China em 478 a.c., pelos mestres de kite Kungshu P’an e Mo Zi, e permaneceram sem grandes alterações até ao início do século XIX. Em 1826, George Pocock dá a conhecer ao Mundo os primeiros kites controláveis com mais de uma linha. Pela primeira vez um kite era controlado pelo piloto, que puxando alternadamente as linhas de controlo, podia modificar o comportamento do kite.
    Ao voar um kite notou-se que a força produzida era proporcional ao tamanho do kite e nasceram os kites de tracção (papagaios de tracção). Em meados de 1970 foram vistas algumas pessoas puxadas por kites de tracção com skis aquáticos. Gilbertus Panhuise usou uma prancha de windsurf e obteve uma patente em 1977. Durante os anos 80 Andreas Kuhn é visto na televisão com um wakeboard e um parapente de 25 metros.
Em 1984, Dominique e Bruno Legaignoux registam a patente para kite relançáveis na água (tal como os conhecemos hoje). Os kites começaram a ser testados em pranchas e skis aquáticos. Em meados dos anos 80 o windsurf estava no auge e nenhuma empresa quis apostar na ideia dos irmãos Legaignoux. Foi então que os Legaignoux fundaram a sua própria empresa de kitesurf (Wipika) em 1992-93. A partir de então, o desporto tem estado em pleno desenvolvimento com o aparecimento de inúmeras marcas e modelos no mercado.
Mundialmente o kitesurf é uma modalidade que atrai um crescente número de atletas (+100 000). Dada a estética na sua prática, o kitesurf tem merecido a atenção dos media, estando presente em anúncios televisivos, telenovelas, etc, tentando cativar uma população jovem e/ou com espírito de aventura. Desta feita, o kitesurf tem vindo a tornar-se no desporto escolhido pelos patrocinadores para promover produtos adequados a este mercado de jovens e/ou aventureiros. Por outro lado, no âmbito dos desportos náuticos, o kitesurf é uma modalidade económica e com equipamento facilmente transportável, permitindo desfrutar a sua prática em vários locais ventosos, por todo Mundo.

Kitesurfing em Portugal

    A nível nacional os primeiros praticantes apareceram na época desportiva 1997-98 na zona da Lagoa de Albufeira. A modalidade tem evoluído sobretudo nas zonas costeiras de Faro, Lagoa Albufeira, Caparica, Tróia, Foz do Arelho, Aveiro e Viana do Castelo. Em finais de 2002 foi criada a APKITE – Associação Portuguesa Kite, que veio dar novo alento a esta modalidade, em plena expansão, com a organização do primeiro campeonato nacional de kitesurf, em 2003. Esse trabalho tem vindo a ser continuado com o campeonato nacional de 2004, 2005 e 2006.
    

Kitesurfing na Madeira Portugal



O Kitesurfing na Madeira tem sido praticado por um núcleo de três atletas com experiência prévia nas Praias Portuguesas e Espanholas, nas praias do Hawaii e nas praias da Austrália. As suas actividades na Madeira, tiveram início em 2003. As práticas têm estado restritas à Praia Formosa com os ventos de Oeste e à praia dos Reis Magos com os ventos de Este; ocasionalmente pratica-se a modalidade na praia do Cais-do-Funchal (frente ao “Vagrant”). Este grupo de atletas organizou uma sessão de promoção da modalidade na Praia Formosa a 10 Outubro de 2004 e desde então tem angariado inúmeros potenciais interessados (Anexo I-II).

    



Condicionantes da prática do Kitesurfing na Madeira:

    Até à data a prática desta modalidade, na Madeira, tem-se restringido essencialmente a atletas experientes, com formação em locais, fora da região, uma vez que os acessos ao mar são muito precários. O kitesurfing não permite bolinar (velejar a 45º da direcção do vento) tão facilmente como o windsurf, ou a vela, e no caso de perda de vento e/ou inexperiência do atleta, facilmente afastamo-nos dos locais de entrada, junto à costa. Desta feita, a prática desta modalidade em condições de segurança, está fortemente condicionada ao apoio de uma embarcação com motor, razão pela qual se tornou fundamental o desenvolvimento das actividades, no âmbito de um clube bem estruturado e com uma embarcação a motor disponível.
    Com a formação do departamento de kitesurfing, no âmbito do clube Força-5, pretendíamos ter acesso regular à embarcação, semi-rígido a motor, para apoiar a actividade. A prática de Kitesurf, em mar-aberto, provou ser a forma mais segura para a prática desta modalidade por várias razões: (1) No lançamento do kite, para o ar, as linhas do kite não têm obstáculos, postes, rochas, estradas, ou pessoas para se embaraçarem; (2) O mar-aberto proporciona melhores condições porque, por vezes, os ventos são fracos junto à costa da Madeira, e em mar-aberto (200-300m da costa), os ventos são mais fortes e regulares, permitindo uma prática mais assídua; (3) O espaço aberto do mar-alto, permite a prática segura por várias dezenas de atletas simultaneamente. Por outro lado, a Madeira devido à sua orografia induz particularidades nos regimes de ventos locais, ou seja, bons ventos nos Reis-Magos pode simultaneamente significar calmaria no Funchal. Com base em dados climatológicos, constata-se que existe regularmente locais à volta da ilha com ventos que variam entre os 10-20 nós; ideais para a prática da modalidade. O acesso a estes locais com vento através de uma embarcação a motor, permitirá uma pratica mais assídua; sem restringir aos locais de acesso terrestre.
    A prática de kitesurfing, no domínio oceânico está a ser levada a cabo por atletas das Ilhas Canárias (em Fuerteventura). Numa visita recente áquelas ilhas constatou-se a prática desta modalidade a várias milhas da costa com o apoio de pequenas embarcações a motor. Constatou-se igualmente que as aulas de instrução para principiantes são frequentemente efectuadas em mar-aberto, de forma a que o praticante inexperiente tenha espaço para experimentar com segurança.


Patrocínio:

Este projecto assegurou um patrocínio exclusivo do representante da marca “Cabrinha” na Madeira (empresa C.A.F – Motores). No âmbito desta proposta, serão fornecidos pela CABRINHA, os seguintes equipamentos:
 


A empresa C.A.F. – Motores, é a representante da conceituada marca americana CABRINHA KITES,  e acordaram patrocinar este projecto.
A parceria assenta num conjunto de pressupostos, que visam assegurar o sucesso das actividades previstas e a promoção da marca CABRINHA. É exigido ao clube promotor deste projecto e aos seus responsáveis, os seguintes pressupostos:
 

 


PREÇO DOS CURSOS

Curso IKO nível 1 a nível 3        € 300,00
Sócios do Força-5 (50% desconto)    € 150,00